Espetáculo “A Mancha Invisível” estreia com reflexão sobre trauma, memória e saúde mental

Nos dias 28 e 29 de março (sábado e domingo) às 20h e às 19h, respectivamente ocorre a estreia do espetáculo teatral “A Mancha Invisível”, montagem que propõe uma reflexão sensível sobre os impactos do abuso sexual infantil e as marcas que o trauma pode deixar na vida adulta. As apresentações acontecem no Galpão Cine Horto, com entrada gratuita, e os ingressos poderão ser retirados pelo Symplaou na bilheteria do teatro nos dias das sessões.

A peça acompanha a trajetória de Fernanda, uma jovem de 22 anos que se muda para Belo Horizonte em busca de reconstruir a própria vida. Ao iniciar um trabalho em uma empresa de telemarketing, ela vivencia um surto no ambiente profissional — episódio que desencadeia um processo de confronto com memórias traumáticas e com as consequências que o passado ainda exerce sobre sua história.

Durante esse percurso, a protagonista é observada em suas relações com Pedro, vizinho e colega de trabalho, e Elisah, amiga de infância que também se muda para a capital mineira e passa a trabalhar em uma rádio fictícia chamada Invisível FM. Ao longo da narrativa, os encontros entre os personagens revelam diferentes formas de lidar com traumas, memórias e processos de reconstrução pessoal.

Um dos elementos simbólicos da montagem é um rádio antigo, passado de geração em geração, de onde surge a trilha sonora do espetáculo, reforçando o diálogo entre passado e presente na trajetória da protagonista. Após as apresentações de estreia, o público será convidado a participar de uma roda de conversa com a psicóloga Bárbara Carvalho, que discutirá os temas abordados na peça e ampliará o debate sobre saúde mental e violência sexual. “Fiquei muito honrada em receber o convite para participar do debate dessa peça. É um tema extremamente importante e que atravessa a vivência de muitas mulheres”, afirma a psicóloga.

O espetáculo é idealizado e protagonizado pela atriz Sheila Emilia, que interpreta Fernanda. A direção é assinada por Denise Lopes Leal, uma das fundadoras do grupo teatral Sobrilá. Para Sheila, a montagem nasce do desejo de abrir espaço para reflexões necessárias na sociedade. “É uma forma de falar sobre temas que muitas vezes ficam à margem e que atravessam a experiência individual de tantas mulheres, mas que também dizem respeito a todos nós enquanto sociedade”, destaca.

O elenco conta ainda com os atores Filipe Goulart, no papel de Pedro, e Lígia Carneiro, que interpreta Elisah. O projeto “A Mancha Invisível” foi contemplado pelo Edital PNAB-MG 08/2024 – Desenvolvimento de Projetos – Teatro, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. ID n°: 13260. Mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram do espetáculo: instagram.com/amanchainvisivel

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