Problemas de visão se intensificam durante o verão alertam especialistas

Durante o verão, cresce de forma expressiva a exposição da população ao sol intenso, às altas temperaturas e ao contato frequente com a água de praias e piscinas. Essa combinação exige atenção redobrada com a saúde ocular. De acordo com o oftalmologista Dr. Aquiles Gontijo, do Instituto de Olhos Minas Gerais (IOMG), nesta estação aumenta a incidência de conjuntivites (bacteriana, viral e alérgica), além de quadros de irritação ocular, alergias, síndrome do olho seco e até mesmo a ceratite solar, que é uma queimadura da córnea provocada pela radiação do sol. Também ocorre o agravamento de doenças como pterígio (alteração ocular marcada pelo crescimento de uma película de tecido sobre a superfície do olho) e catarata, associadas à exposição prolongada aos raios ultravioleta.

De acordo com o oftalmologista, entre os sintomas mais comuns observados nos consultórios nessa época do ano estão vermelhidão intensa, coceira, lacrimejamento excessivo, sensação de areia nos olhos, secreção e maior sensibilidade à luz. Em ambientes de lazer compartilhados, como piscinas e praias, o risco de transmissão de doenças oculares também aumenta, especialmente quando não há cuidados básicos de higiene. “O contato frequente com água do mar e de piscinas, especialmente com muito cloro, pode ressecar a superfície ocular, causar desconforto e deixar os olhos mais suscetíveis a infecções”, explica.

Outra queixa recorrente nesta época do ano é a síndrome do olho seco. O aumento da temperatura, a baixa umidade do ar e o uso prolongado de ar-condicionado favorecem a evaporação acelerada da lágrima, reduzindo a lubrificação natural dos olhos. Esse desequilíbrio pode provocar ardência, irritação, vermelhidão, coceira, sensação de corpo estranho e até visão borrada.

A radiação solar é outro ponto de atenção. A exposição prolongada à radiação solar sem proteção adequada pode desencadear ceratite solar, uma queimadura na córnea que, com o tempo, evolui para complicações graves como catarata e degeneração macular.

Segundo o médico, óculos de sol piratas nem sempre tem a proteção UV, que, apesar de escurecer o ambiente, as lentes não bloqueiam raios UVA e UVB, dilatando discretamente as pupilas e expondo a retina a danos cumulativos, incluindo pterígio e melanoma ocular. Além disto sintomas imediatos como dores de cabeça, tontura e fadiga visual podem ocorrer devido por distorções nas lentes, de má qualidade. “Óculos escuros sem filtro UV são perigosos: o escurecimento dilata a pupila, permitindo ainda mais radiação ultravioleta nos olhos”, alerta reforçando a necessidade de modelos certificados para proteção indispensável.

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