{"id":1743,"date":"2026-07-22T22:16:16","date_gmt":"2026-07-23T01:16:16","guid":{"rendered":"https:\/\/queridabh.com.br\/?p=1743"},"modified":"2026-07-22T22:16:16","modified_gmt":"2026-07-23T01:16:16","slug":"sete-anos-apos-brumadinho-mae-transforma-o-luto-em-livro-sobre-memoria-amor-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/2026\/07\/22\/sete-anos-apos-brumadinho-mae-transforma-o-luto-em-livro-sobre-memoria-amor-e-resistencia\/","title":{"rendered":"Sete anos ap\u00f3s Brumadinho, m\u00e3e transforma o luto em livro sobre mem\u00f3ria, amor e resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s criar o Instituto Camila e Luiz Taliberti, Helena Taliberti lan\u00e7a um relato autobiogr\u00e1fico que vai al\u00e9m do luto: um grito contra o esquecimento e um convite \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 vida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sete anos ap\u00f3s perder seus dois \u00fanicos filhos e sua nora gr\u00e1vida de seu primeiro neto no rompimento da barragem de Brumadinho, a economista Helena Taliberti compartilha sua experi\u00eancia por meio da escrita. No livro \u201cTentam nos enterrar, n\u00e3o sabem que somos sementes\u201d (Editora Of\u00edcio da Palavra), que ser\u00e1 lan\u00e7ado oficialmente na 24\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip), na Casa Of\u00edcio, em 25 de julho, \u00e0s 11h30, ela registra sua trajet\u00f3ria de amor, dor e ressignifica\u00e7\u00e3o, em um convite \u00e0 reflex\u00e3o sobre luto e mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lan\u00e7amento ser\u00e1 marcado pela realiza\u00e7\u00e3o do painel \u201cSemear futuros, cultivar a vida\u201d, onde Helena Taliberti estar\u00e1 ao lado da jornalista, escritora e roteirista, J\u00e9ssica Moreira, autora na coluna Morte sem Tabu, da Folha de S. Paulo, e do jornalista e escritor, Jamil Chade, que atua na \u00e1rea de direitos humanos e crises humanit\u00e1rias. A media\u00e7\u00e3o da mesa ser\u00e1 realizada pela jornalista Aline Midlej, da GloboNews.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa perda h\u00e1 uma dor \u00e1cida que vem com a ruptura, com o vazio, com a falta de sentido, com os fragmentos em que a vida se torna, com o acordar todos os dias e redescobrir a perda. \u00c9 um naufr\u00e1gio di\u00e1rio, em que a primeira respira\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 traz de novo o peso da \u00e1gua barrenta aos pulm\u00f5es. Mas, no amor, h\u00e1 uma paz doce e plena, como um farol que ilumina intensamente o caminho, revela a profundidade do v\u00ednculo e confere nitidez \u00e0 presen\u00e7a deles na lembran\u00e7a\u201d, diz Helena em trecho da obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais que um relato autobiogr\u00e1fico, o livro dialoga com pessoas que enfrentaram perdas traum\u00e1ticas, al\u00e9m de ser um manifesto para que trag\u00e9dias dessa natureza n\u00e3o se repitam. \u201cO perder e o amar s\u00e3o faces da mesma moeda, e \u00e9 nesse lugar que est\u00e1 a mais profunda experi\u00eancia humana. No luto, s\u00e3o p\u00eandulos e a prova mais real de que algo imenso, pleno e lindo existiu. Se d\u00f3i com essa intensidade, \u00e9 porque o que houve antes foi uma luz capaz de cegar o mundo. A dor \u00e9 o eco de um amor que n\u00e3o encontrou mais o seu destino f\u00edsico, mas que se recusa a silenciar\u201d, resume Helena em outro trecho do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u00e9 composto por tr\u00eas pref\u00e1cios. No primeiro, a jornalista Cristina Serra imprime seu olhar sobre a trajet\u00f3ria da Helena, que ela acompanha desde a trag\u00e9dia. \u201cDo abismo \u00e0 perda infinita, Helena constr\u00f3i um relato amoroso e delicado da hist\u00f3ria dos seus filhos e de sua maternidade, das dificuldades da vida em fam\u00edlia, da constru\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter de cada um, de como se transformaram em pessoas \u00e9ticas e comprometidas com um mundo melhor\u201d, cita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tamb\u00e9m jornalista, Daniela Arbex, autora do livro \u201cArrastados: Os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, o maior desastre humanit\u00e1rio do Brasil&#8221; (Editora Intr\u00ednseca), assina o segundo pref\u00e1cio. \u201cEm um encontro regado \u00e0 empatia, lembro de ter pensado em como me sentiria se estivesse no lugar dela. Foi um exerc\u00edcio in\u00fatil. S\u00f3 Helena sabia e sabe o que \u00e9 ocupar um corpo permanentemente em carne viva\u201d, descreve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No terceiro, a psic\u00f3loga Maria Helena Pereira Franco, que acompanha e apoia o processo de luto da Helena, prop\u00f5e algumas reflex\u00f5es sobre a publica\u00e7\u00e3o de uma biografia. \u201cContar a hist\u00f3ria de uma vida de seus lutos abre portas para que o \u00edntimo se torne p\u00fablico.\u201d Existem limites nesse processo porque, uma vez publicada, a hist\u00f3ria n\u00e3o perde sua autoria, por\u00e9m tocar\u00e1 em outras hist\u00f3rias, que ser\u00e3o revisitadas, ressignificadas, reescritas. \u00c9 o rio que corre em seu leito at\u00e9 desaguar no mar\u201d, compara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o posf\u00e1cio \u00e9 escrito por Vagner Diniz, marido da Helena, que exerceu a paternidade afetiva dos filhos dela assim que se casaram, quando Camila e Luiz tinham menos de dez anos. \u201cA leitura do livro da Helena \u00e9 um chamado para que olhemos as coisas como elas s\u00e3o, para o que realmente importa e para o que nos faz afirmar que vale a pena viver.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naturais de S\u00e3o Paulo, Camila e Luiz Taliberti e a fam\u00edlia foram a Brumadinho conhecer o Instituto Inhotim e ficaram hospedados na pousada que foi levada pela lama no dia 25 de janeiro de 2019, \u00e0s 12h28. Ap\u00f3s a trag\u00e9dia, Helena e seu marido Vagner Diniz criaram, ao lado dos amigos dos seus filhos, o Instituto Camila e Luiz Taliberti (ICLT), entidade que vem promovendo, desde ent\u00e3o, a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o e cultura em mem\u00f3ria das 272 v\u00edtimas do rompimento da barragem C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, pela defesa da vida e prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2023 e 2025, a exposi\u00e7\u00e3o Paisagens Mineradas reuniu obras de 12 artistas mulheres com um olhar profundo sobre as consequ\u00eancias da minera\u00e7\u00e3o nas paisagens f\u00edsicas e simb\u00f3licas do nosso pa\u00eds. A mostra percorreu Bel\u00e9m, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Ouro Preto. Anualmente, o ICLT promove a Mostra Cinema, Minera\u00e7\u00e3o e Meio Ambiente, com exibi\u00e7\u00e3o de document\u00e1rios e fic\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de debates com presen\u00e7a de cineastas, sobre o custo humano e ecol\u00f3gico da extra\u00e7\u00e3o mineral. Al\u00e9m disso, todo dia 25 de janeiro, data que coincide com o anivers\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, a entidade realiza o Ato pela Mem\u00f3ria, evento na avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, que re\u00fane atividades culturais e educativas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s criar o Instituto Camila e Luiz Taliberti, Helena Taliberti lan\u00e7a um relato autobiogr\u00e1fico que vai al\u00e9m do luto: um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1744,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12],"tags":[],"class_list":["post-1743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-principal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1743"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1743\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1745,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1743\/revisions\/1745"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}