{"id":1897,"date":"2026-09-02T17:27:54","date_gmt":"2026-09-02T20:27:54","guid":{"rendered":"https:\/\/queridabh.com.br\/?p=1897"},"modified":"2026-09-02T17:27:54","modified_gmt":"2026-09-02T20:27:54","slug":"flima-2026-revisita-o-passado-para-disputar-os-futuros-da-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/2026\/09\/02\/flima-2026-revisita-o-passado-para-disputar-os-futuros-da-literatura\/","title":{"rendered":"FLIMA 2026 revisita o passado para disputar os futuros da literatura"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Festa Liter\u00e1ria da Mantiqueira acontece de 3 a 7 de setembro, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal (SP), com Marcelo D\u2019Salete como homenageado e programa\u00e7\u00e3o que re\u00fane literatura, quadrinhos, mem\u00f3ria, ancestralidade, democracia, inf\u00e2ncias e diferentes linguagens art\u00edsticas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De que maneira o passado continua determinando o presente &#8211; e limitando ou ampliando os futuros que somos capazes de imaginar? \u00c9 a partir dessa pergunta que a FLIMA \u2013 Festa Liter\u00e1ria da Mantiqueira realiza sua edi\u00e7\u00e3o de 2026, entre os dias 3 e 7 de setembro, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal (SP). A programa\u00e7\u00e3o re\u00fane atra\u00e7\u00f5es como Sarau das Pretas, Michelliny Vernusch, Jeferson Ten\u00f3rio, Geni Nu\u00f1ez, nina rizzi, entre outros autores e autoras que comp\u00f5em a literatura brasileira em sua forma mais diversa e plural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o tema PASSADOPRESENTE, o festival re\u00fane escritores, quadrinistas, artistas, pesquisadores, editores, educadores e profissionais do livro e da leitura em uma programa\u00e7\u00e3o que atravessa literatura, mem\u00f3ria, hist\u00f3ria, ancestralidade, pol\u00edtica, inf\u00e2ncia e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua nova edi\u00e7\u00e3o, a FLIMA e FLIMINHA &#8211; programa\u00e7\u00e3o para as inf\u00e2ncias do festival &#8211; tem como homenageado o quadrinista, autor e professor Marcelo D\u2019Salete, um dos principais nomes das hist\u00f3rias em quadrinhos brasileiras contempor\u00e2neas e vencedor do pr\u00eamio Eisner por <em>Cumbe<\/em>. A homenagem se estende \u00e0 programa\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0s inf\u00e2ncias, a FLIMINHA, reafirmando uma das principais apostas da edi\u00e7\u00e3o: discutir como as hist\u00f3rias que escolhemos lembrar, contar e colocar nas m\u00e3os das novas gera\u00e7\u00f5es ajudam a construir as possibilidades de futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abertura, na quinta-feira (3), \u00e0s 19h30, fica por conta de \u201cEncontros de Realezas \u2013 Yab\u00e1s\u201d, espet\u00e1culo po\u00e9tico do Sarau das Pretas, que celebra dez anos de atua\u00e7\u00e3o da coletiva e reverencia as entidades femininas da cultura africana e afro-brasileira Nan\u00e3, Oxum, Iemanj\u00e1 e Ians\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sexta-feira (4), a programa\u00e7\u00e3o do Audit\u00f3rio come\u00e7a com \u00cdndigo Ayer e Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza, em conversa sobre literatura juvenil, mediada por Pen\u00e9lope Martins. \u00c0s 17h, Fido Nesti e Sirlene Barbosa discutem a cidade como personagem das hist\u00f3rias em quadrinhos, a partir de obras que revisitam epis\u00f3dios da hist\u00f3ria social brasileira. \u00c0 noite, Fabiana Carneiro e Ronaldo Vitor da Silva, com media\u00e7\u00e3o de Maria Carolina Casati, abordam maternidade e maternagem a partir de <em>Um defeito de cor<\/em>, de Ana Maria Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O s\u00e1bado amplia o di\u00e1logo entre mem\u00f3ria, literatura e forma\u00e7\u00e3o. Depois da homenagem a D\u2019Salete, Beth\u00e2nia Pires Amaro e Micheliny Verunschk discutem ancestralidade e mem\u00f3ria. \u00c0s 14h, D\u00e9bora Alves, Isabel Lopes Coelho e Zeco Montes, mediados por Sandra Medrano, debatem os prazeres e desafios de editar literatura para as inf\u00e2ncias no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o segue com Jeferson Ten\u00f3rio e Nat\u00e1lia Zuccala, em uma conversa sobre subjetividades, ra\u00e7a, classe, pertencimento e forma\u00e7\u00e3o; e, \u00e0s 18h, Cidinha da Silva e Rosane Borges refletem sobre a escrita de mulheres negras, em uma mesa que aproxima literatura, escreviv\u00eancia e insurg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No domingo, a FLIMA coloca em debate uma quest\u00e3o central para a democratiza\u00e7\u00e3o da literatura: quem consegue ter acesso aos livros e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para se tornar leitor? A discuss\u00e3o re\u00fane Bel Santos Mayer e Jos\u00e9 Castilho, com media\u00e7\u00e3o de Fab\u00edola Farias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m passam pelo Audit\u00f3rio Chiara Gentile e Tarso de Melo, para conversar sobre poesia, linguagem e reinven\u00e7\u00e3o de futuros; Jeovanna Vieira e Maria Jos\u00e9 Silveira, em uma reflex\u00e3o sobre o tempo das rela\u00e7\u00f5es; e Bruno Rodrigues de Lima e Cibele Ten\u00f3rio, que discutem a biografia como instrumento contra o apagamento hist\u00f3rico, recuperando as trajet\u00f3rias de Luiz Gama e Almerinda Gama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s 18h, a vida e a obra de Elza Soares chegam ao festival na mesa \u201cElza Soares: a voz do feminismo negro\u201d, com a autora L\u00edgia Moreli e o m\u00fasico R\u00f4mulo Fr\u00f3es, mediados por Adriana Ferreira Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encerramento da programa\u00e7\u00e3o do Audit\u00f3rio, na segunda-feira (7), tamb\u00e9m volta o olhar para as inf\u00e2ncias. \u00c0s 10h, Fab\u00edola Farias e nina rizzi, com media\u00e7\u00e3o de Bruno Souza, discutem censura, conservadorismo e os limites impostos aos temas considerados \u201cadequados\u201d para crian\u00e7as. \u00c0s 11h30, Geni N\u00fa\u00f1ez conversa com J\u00e9ssica Balbino sobre saberes ancestrais ind\u00edgenas, descoloniza\u00e7\u00e3o dos afetos e outras possibilidades de pensar a vida em comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s 15h, o Coletivo Cl\u00e3 do Jabuti encerra o festival com \u201cNoite de brinquedo no terreiro de Yay\u00e1\u201d, espet\u00e1culo inspirado em reisado, ancestralidade e rituais de passagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A escolha do homenageado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha de D\u2019Salete sintetiza o esp\u00edrito de PASSADOPRESENTE. Sua obra revisita epis\u00f3dios e personagens apagados ou marginalizados pela historiografia oficial e utiliza os quadrinhos como ferramenta de investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, elabora\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria e cria\u00e7\u00e3o de outras perspectivas sobre o Brasil. Na FLIMA, o autor participa da mesa \u201cQuadros da nossa hist\u00f3ria: uma homenagem a Marcelo D\u2019Salete\u201d, em conversa com Cristiane Tavares, no s\u00e1bado (5), \u00e0s 10h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o parte justamente da compreens\u00e3o de que mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas aquilo que ficou para tr\u00e1s. Ela tamb\u00e9m \u00e9 territ\u00f3rio de disputa: define quais hist\u00f3rias permanecem, quais vozes s\u00e3o reconhecidas e quais experi\u00eancias podem ser imaginadas pelas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPASSADOPRESENTE \u00e9 uma palavra que n\u00e3o separa os tempos. A gente parte da ideia de que o passado est\u00e1 permanentemente em disputa e que aquilo que lembramos, apagamos ou recontamos interfere diretamente na maneira como constru\u00edmos o presente e imaginamos o futuro\u201d, afirma a curadoria da FLIMA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma curadoria que pensa o tempo como territ\u00f3rio de disputa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para pensar o PASSADOPRESENTE, a FLIMA 2026 tamb\u00e9m olha para quem constr\u00f3i, pesquisa, provoca e imagina os caminhos da literatura no presente. Desde 2025, Cristiane Tavares, Maria Carolina Casati e Roberto Guimar\u00e3es trabalham juntos na curadoria da FLIMA e da FLIMINHA, reunindo perspectivas distintas que se encontram na literatura, na educa\u00e7\u00e3o, na mem\u00f3ria, na ancestralidade e na possibilidade de fabular outros futuros. O trabalho iniciado no ano passado, em 2025, j\u00e1 aponta tamb\u00e9m para a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o: o trio come\u00e7ou a pensar, em conjunto, os caminhos da FLIMA 2027.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cristiane Tavares \u00e9 professora e cr\u00edtica liter\u00e1ria, doutora em Educa\u00e7\u00e3o (UNIFESP) e mestre em Literatura e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria (PUC-SP). Autora e organizadora de obras que aproximam literatura, educa\u00e7\u00e3o e antirracismo, traz para a curadoria uma perspectiva que entende a leitura e a educa\u00e7\u00e3o como espa\u00e7os de disputa e transforma\u00e7\u00e3o. Pensar o tempo, para ela, \u00e9 tamb\u00e9m apostar na insurg\u00eancia dos di\u00e1logos e na constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais equitativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria Carolina Casati \u00e9 mulher negra, professora, escritora e doutora em Ci\u00eancias pela EACH-USP. Curadora e mediadora de leitura, \u00e9 idealizadora do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/encruzilinhas\/\">Encruzilinhas<\/a>, plataforma dedicada \u00e0 difus\u00e3o de textos e debates sobre negritude, g\u00eanero, feminismos e milit\u00e2ncia produzidos por mulheres negras e do Sul global. Sua perspectiva parte da possibilidade de experimentar coletivamente uma cosmopercep\u00e7\u00e3o ancestral do tempo espiralar e, a partir dela, fabular outras formas de exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roberto Guimar\u00e3es, idealizador da FLIMA e s\u00f3cio-fundador da Livraria Mantiqueira, \u00e9 jornalista, curador liter\u00e1rio e empreendedor cultural. Foi no territ\u00f3rio da Serra da Mantiqueira que concebeu a festa, a partir do encontro entre literatura, paisagem e territ\u00f3rio. Sua atua\u00e7\u00e3o articula a experi\u00eancia de quem criou o festival e acompanha, desde sua origem, as rela\u00e7\u00f5es entre a literatura, a comunidade e o lugar que a acolhe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 desse encontro de perspectivas que nasce a curadoria da FLIMA. Mais do que organizar uma programa\u00e7\u00e3o, o trio vem construindo uma linha de pensamento que atravessa diferentes edi\u00e7\u00f5es e pergunta o que a literatura pode fazer diante das viol\u00eancias, desigualdades e apagamentos que estruturam o Brasil. Em 2026, o PASSADOPRESENTE nasce desse exerc\u00edcio: olhar para o que se repete, recuperar o que foi apagado, interrogar o presente e buscar, na literatura e na arte, ferramentas para elaborar outras respostas e imaginar futuros que ainda n\u00e3o existem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fliminha: as inf\u00e2ncias no centro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a FLIMA pergunta o que o passado produz no presente, a Fliminha leva essa discuss\u00e3o para quem ainda est\u00e1 construindo sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com o mundo: crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que uma programa\u00e7\u00e3o infantil, a Fliminha 2026 \u00e9 pensada como uma programa\u00e7\u00e3o para as inf\u00e2ncias, com literatura, quadrinhos, ilustra\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, forma\u00e7\u00e3o de leitores, imagina\u00e7\u00e3o e diferentes experi\u00eancias de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de Marcelo D\u2019Salete como homenageado tamb\u00e9m se desdobra nesse territ\u00f3rio. O quadrinista participa de uma programa\u00e7\u00e3o que parte da ideia de que crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o precisam receber vers\u00f5es simplificadas do mundo. Podem ter acesso a narrativas complexas, diferentes perspectivas hist\u00f3ricas e linguagens capazes de provocar perguntas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao lado de D\u2019Salete, a programa\u00e7\u00e3o re\u00fane nomes como \u00cdndigo Ayer, Nina Rizzi, Bel Santos Mayer, Zeco Montes, D\u00e9bora Alves, Jos\u00e9 Castilho, Fab\u00edola Farias, Isabel Lopes Coelho, Bruno Souza, Fido Nesti, Jo\u00e3o Carrascoza e Sirlene Barbosa, entre escritores, artistas, editores, pesquisadores, educadores e profissionais ligados ao livro e \u00e0 leitura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0s inf\u00e2ncias atravessa diferentes experi\u00eancias: conversa sobre literatura juvenil, quadrinhos, edi\u00e7\u00e3o de livros, forma\u00e7\u00e3o de leitores, poesia, censura, ancestralidade e cria\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 que crian\u00e7as e adolescentes possam ler, ouvir, desenhar, perguntar, criar, discordar e inventar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reflex\u00e3o ganha for\u00e7a especialmente na mesa \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 assunto de crian\u00e7a?!\u201d, com Fab\u00edola Farias e nina rizzi, que discute o avan\u00e7o das disputas ideol\u00f3gicas e da censura sobre livros destinados \u00e0s crian\u00e7as. A conversa parte de uma quest\u00e3o essencial: o que as diferentes concep\u00e7\u00f5es de inf\u00e2ncia revelam sobre aquilo que a sociedade considera que crian\u00e7as podem ou n\u00e3o conhecer?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fliminha tamb\u00e9m prop\u00f5e encontros com a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea, com a presen\u00e7a de autores como \u00cdndigo Ayer e Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza, al\u00e9m de atividades que aproximam literatura, imagem e mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o se conecta, assim, ao pr\u00f3prio conceito de PASSADOPRESENTE: as hist\u00f3rias oferecidas \u00e0s crian\u00e7as hoje tamb\u00e9m participam da constru\u00e7\u00e3o do mundo que elas poder\u00e3o imaginar amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mem\u00f3ria, democracia e futuro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao reunir quadrinhos, literatura, biografia, poesia, pensamento, m\u00fasica e experi\u00eancias voltadas \u00e0s inf\u00e2ncias, a FLIMA 2026 amplia a compreens\u00e3o sobre o que pode ser uma festa liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura aparece como forma de acessar o passado, mas tamb\u00e9m como ferramenta para interrogar o presente. Em diferentes mesas, o festival pergunta quem foi apagado da hist\u00f3ria, quem pode contar determinadas narrativas, como se constroem subjetividades, de que maneira o acesso ao livro interfere na democracia e o que acontece quando determinados temas passam a ser considerados proibidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o aproxima, ainda, diferentes gera\u00e7\u00f5es e campos de atua\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o no mesmo territ\u00f3rio escritores consagrados, autores contempor\u00e2neos, quadrinistas, pesquisadores, editores, professores, bibliotec\u00e1rios, artistas e novos leitores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diversidade est\u00e1 no centro da trajet\u00f3ria da FLIMA. Desde sua primeira edi\u00e7\u00e3o, o festival promove encontros entre literatura, arte e educa\u00e7\u00e3o e aposta em uma programa\u00e7\u00e3o plural e democr\u00e1tica, com atividades para diferentes p\u00fablicos. Nas seis primeiras edi\u00e7\u00f5es, foram realizadas cerca de 500 atividades para crian\u00e7as, jovens e adultos, reunindo mais de 100 mil participantes e convidados de diferentes \u00e1reas da literatura e da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2026, a FLIMA volta \u00e0 Serra da Mantiqueira para transformar Santo Ant\u00f4nio do Pinhal em territ\u00f3rio de encontros entre livros, hist\u00f3rias, imagens, mem\u00f3ria e imagina\u00e7\u00e3o.<br><br><strong>INGRESSOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A programa\u00e7\u00e3o da FLIMA 2026 \u00e9 gratuita, mas para acompanhar as atividades \u00e9 necess\u00e1rio fazer a retirada antecipada de ingressos. <a href=\"https:\/\/flima.net.br\/programacao-2026\">A retirada deve ser feita pelo site oficial do festival<\/a>, onde tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis a programa\u00e7\u00e3o completa, os hor\u00e1rios, os locais das atividades e as orienta\u00e7\u00f5es para participa\u00e7\u00e3o. Os ingressos s\u00e3o disponibilizados de acordo com a capacidade de cada espa\u00e7o e, por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o p\u00fablico fa\u00e7a a retirada com anteced\u00eancia. Para conferir a programa\u00e7\u00e3o e garantir os ingressos, acesse <a href=\"https:\/\/flima.net.br\/programacao-2026\"><strong>https:\/\/flima.net.br\/programacao-2026<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOBRE A FLIMA 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A FLIMINHA, programa\u00e7\u00e3o infantojuvenil da FLIMA \u2013 Festa Liter\u00e1ria da Mantiqueira, \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, da Bizu Est\u00fadio e Editora e da Associa\u00e7\u00e3o Literatura Viva. Conta com patroc\u00ednio, via Lei Rouanet, da Neoenergia, e apoio da Prefeitura Municipal de Santo Ant\u00f4nio do Pinhal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A FLIMA e a FLIMINHA 2026 contam com apoio do Sesc S\u00e3o Paulo e das editoras Editacuja, A\u00e7\u00e3o Editora, Hedra, Edi\u00e7\u00f5es Sesc S\u00e3o Paulo e Veneta, al\u00e9m de parceria com o Festival MaisGastronomia. O festival conta ainda com apoio de m\u00eddia da R\u00e1dio CBN S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e Vale do Para\u00edba e do Portal SP Rio+.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>SERVI\u00c7O \u2014 FLIMA 2026<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FLIMA \u2013 Festa Liter\u00e1ria da Mantiqueira<\/strong><strong><br><\/strong><strong>Quando:<\/strong> 3 a 7 de setembro de 2026<br><strong>Onde:<\/strong> Santo Ant\u00f4nio do Pinhal (SP)<br><strong>Informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> <a href=\"http:\/\/flima.net.br\"><strong>flima.net.br<\/strong><\/a><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><br><\/strong><strong>CONFIRA A PROGRAMA\u00c7\u00c3O DO AUDIT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>QUINTA-FEIRA \u2013 03\/09&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ABERTURA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quinta (3) \u2013 19h30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ENCONTROS DE REALEZAS \u2013 YAB\u00c1S<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espet\u00e1culo po\u00e9tico em celebra\u00e7\u00e3o aos dez anos de atua\u00e7\u00e3o da coletiva Sarau das Pretas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: Sesc S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o especial que reverencia as Yab\u00e1s, entidades femininas da cultura africana e afrobrasileira. A palavra &#8220;Yab\u00e1&#8221; significa &#8220;m\u00e3e rainha&#8221; em iorub\u00e1. S\u00e3o mulheres belas, guerreiras, s\u00e1bias e indom\u00e1veis. Grandiosas como os elementos da natureza que habitam. Em cena, as artistas apresentam um di\u00e1logo po\u00e9tico, sens\u00edvel e potente com os arqu\u00e9tipos das Yab\u00e1s Nan\u00e3, Oxum, Iemanj\u00e1 e Ians\u00e3, abordando reflex\u00f5es sobre os ciclos da vida, destacando situa\u00e7\u00f5es vivenciadas por mulheres pretas na atualidade. O legado das Yab\u00e1s \u00e9 fundamental para a representa\u00e7\u00e3o e representatividade das mulheres pretas, que se inspiram na for\u00e7a dessas divindades para enfrentar desafios e lutar por direitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEXTA-FEIRA \u2013 04\/09&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEXTA (4) \u2013 15h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 1&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LITERATURA JUVENIL: QUE PAPO \u00c9 ESSE?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00cdndigo Ayer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Pen\u00e9lope Martins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afinal, a quem se destina a chamada literatura juvenil? E como se d\u00e1 o processo criativo de quem escreve especificamente para esse p\u00fablico leitor? Ali\u00e1s, escreve-se literatura a partir de um leitor ideal? Para conversar sobre estes temas e outros mitos vinculados \u00e0 literatura para jovens leitores, convidamos tr\u00eas autores com vasto conjunto de obras publicadas, estilos e percursos autorais distintos, que incluem premiada produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria na literatura \u201cpara adultos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><br><\/em><em>Lan\u00e7amento de SETE BRUXAS E UM GATO GRUDADO (\u00cdndigo Ayer, Record) e TRAVESSIA (Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza, \u00f4Z\u00e9)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEXTA (4) \u2013 17h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 2&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRA\u00c7OS URBANOS: A CIDADE COMO PERSONAGEM DE HQ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fido Nesti<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sirlene Barbosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Roberto Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as marcas da hist\u00f3ria aparecem nas hist\u00f3rias em quadrinhos? E o que tem de espec\u00edfico nessa linguagem que combina arte e texto que a torna especialmente potente para registrar a hist\u00f3ria social? Em \u201cO Elemento&#8221;, HQ autoral do premiado quadrinista Fido Nesti, a est\u00e9tica noir e lis\u00e9rgica que torna palp\u00e1vel a opress\u00e3o e a paranoia da ditadura militar no final dos anos 1970 \u2013 ambientada no bairro paulistano da Liberdade, a trama policial tem como ponto de partida a descoberta de ossadas de ind\u00edgenas e negros escravizados no antigo Cemit\u00e9rio dos Aflitos. Em \u201cCarolina&#8221;, biografia da escritora Carolina Maria de Jesus, que tem roteiro de Sirlene Barbosa e arte de Jo\u00e3o Pinheiro, a linguagem visual \u00e9 expressionista, mais crua, em preto e branco, est\u00e9tica que contribui para traduzir o peso f\u00edsico da favela nos anos 1950\/1960 e a for\u00e7a po\u00e9tica do texto da autora de \u201cQuarto de Despejo\u201d \u2013 aqui, o bairro do Canind\u00e9 \u00e9 personagem. Vistas em conjunto, as duas graphic novels ajudam a contar a hist\u00f3ria da cidade de S\u00e3o Paulo e do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de O ELEMENTO (Fido Nesti, Quadrinhos na CIA)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEXTA (4) \u2013 19h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESCREVIVER A MATERNAGEM, MATERNAR A ESCREVIV\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fabiana Carneiro&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ronaldo Vitor da Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Maria Carolina Casati<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUm defeito de cor\u201d \u00e9 uma grande carta de Kehinde a seu filho Luiz Gama. Nesta mesa, Fabiana Carneiro da Silva, autora de \u201cOmin\u00edb\u00fa: maternidade negra em \u2018Um defeito de cor\u2019\u201d (EDUFBA, 2019), e Ronaldo Vitor da Silva, coordenador do educativo da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Um defeito de cor&#8221; (SESC Pinheiros), v\u00e3o discutir os conceitos de maternagem e maternidade presentes na obra de Ana Maria Gon\u00e7alves \u2013 e para al\u00e9m dela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO \u2013 05\/09<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO (5) &#8211; 10h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 4&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>QUADROS&nbsp; DA NOSSA HIST\u00d3RIA: UMA HOMENAGEM A MARCELO D\u00b4SALETE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marcelo D\u00b4Salete conversa com Cristiane Tavares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor, ilustrador e professor Marcelo D\u00b4Salete \u00e9 um dos mais importantes nomes da produ\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias em quadrinhos e novelas gr\u00e1ficas no Brasil e no mundo, atualmente. Vencedor do pr\u00eamio Eisner (\u201co Oscar dos quadrinhos\u201d), em 2018, com \u201cCumbe\u201d, \u00e9 o autor homenageado da Fliminha 2026. Nesta conversa, ele apresentar\u00e1 as bases \u00e9ticas e est\u00e9ticas de seu trabalho autoral, com destaque para Mukanda Tiodora, livro vencedor do Pr\u00eamio Jabuti (2023), indicado a Melhor Publica\u00e7\u00e3o de Quadrinho Internacional pelo Harvey Awards (2026).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO (5) &#8211; 11h30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 5&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FABULAR ANCESTRALIDADES: O QUE A MEM\u00d3RIA CONSTR\u00d3I?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Beth\u00e2nia Pires Amaro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Micheliny Verunschk&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Maria Carolina Casati<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como retomar ancestralidades que foram negadas? Quem tem direito a contar a sua hist\u00f3ria? Qual o papel da mem\u00f3ria na constru\u00e7\u00e3o de si? A partir das suas obras, que se estruturam em di\u00e1logo com a Hist\u00f3ria do Brasil, Micheliny Verunschk e Beth\u00e2nia Pires Amaro conversam sobre essas e outras quest\u00f5es t\u00e3o urgentes do nosso tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO (5) &#8211; 14h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 6<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>EDITAR LITERATURA PARA AS INF\u00c2NCIAS: PRAZERES E DESAFIOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Debora Alves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Isabel Lopes Coelho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zeco Montes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Sandra Medrano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que a literatura para as inf\u00e2ncias produzida no Brasil \u00e9 uma das mais premiadas do mundo. Em torno dela, no entanto, ainda pairam preconceitos e desinforma\u00e7\u00e3o, fazendo com que tenha menos destaque (e prest\u00edgio) entre a cr\u00edtica e na maioria dos eventos liter\u00e1rios. Convidamos editores de tr\u00eas diferentes gera\u00e7\u00f5es, com trajet\u00f3rias distintas, para debater os prazeres e desafios de editar literatura para as inf\u00e2ncias no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO (5) &#8211; 16h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 7&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PARA AL\u00c9M DAS COTAS: SUBJETIVIDADES EM (TRANS)FORMA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jeferson Ten\u00f3rio&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nat\u00e1lia Zuccala<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Gabriela Mayer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cDe onde eles v\u00eam\u201d, seu mais recente romance, Jeferson Ten\u00f3rio traz a pol\u00edtica de cotas para o centro do debate \u2013 no livro, acompanhamos os desafios de um jovem negro que ingressa e permanece na universidade nos anos iniciais da implementa\u00e7\u00e3o da lei, enfrentando o racismo institucional e o elitismo acad\u00eamico. Em \u201cAinda n\u00e3o\u201d, de Nat\u00e1lia Zuccala, o protagonista \u00e9 um jovem bolsista no ensino m\u00e9dio de um col\u00e9gio de elite que enfrenta as tens\u00f5es de classe, ra\u00e7a e pertencimento ao ocupar um espa\u00e7o escolar privilegiado. Em comum, os dois romances de forma\u00e7\u00e3o lan\u00e7am luz no que h\u00e1 de mais sens\u00edvel nesse percurso: as complexas rela\u00e7\u00f5es entre identidade e territ\u00f3rio&nbsp; na constru\u00e7\u00e3o da subjetividade de uma nova gera\u00e7\u00e3o de brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de AINDA N\u00c3O (Nat\u00e1lia Zuccala, Todavia)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00c1BADO (5) &#8211; 18h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 8<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>BORBOLETAS QUE INSURGEM: ESCRITA DE MULHERES NEGRAS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cidinha da Silva&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rosane Borges<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Maria Carolina Casati<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que h\u00e1 de singular na escrita de mulheres pretas que a torna t\u00e3o potente? Convidamos a jornalista e pesquisadora Rosane Borges e a escritora Cidinha da Silva, ativistas do movimento negro e intelectuais p\u00fablicas, para refletir sobre como legado, escreviv\u00eancia e insurg\u00eancia se articulam na vigorosa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e acad\u00eamica de mulheres negras brasileiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO \u2013 06\/09&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO (6) \u2013 10h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 9&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LITERATURA E DEMOCRACIA: LEITURA PARA TODOS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bel Santos Mayer&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jos\u00e9 Castilho&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Fab\u00edola Farias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A democratiza\u00e7\u00e3o do acesso aos livros \u00e9 suficiente para garantir a forma\u00e7\u00e3o de leitores? Quais aspectos socioecon\u00f4micos interferem na constitui\u00e7\u00e3o de uma sociedade leitora? E qual o papel das pol\u00edticas p\u00fablicas? Para debater quest\u00f5es cruciais como estas, convidamos tr\u00eas importantes refer\u00eancias na \u00e1rea, com atua\u00e7\u00e3o em diferentes campos que envolvem o livro e a leitura no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO \u2013 06\/09<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO (6) \u2013 11h30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>POESIA E (RE)INVEN\u00c7\u00c3O DE FUTUROS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Chiara Gentile<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tarso de Melo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Cristiane Tavares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: editacuja<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que pode a linguagem po\u00e9tica nos dias de hoje? Segundo o fil\u00f3sofo italiano Franco Berardi, vivemos uma crise da capacidade de imaginar o futuro e a poesia pode ser um dos caminhos para a revitaliza\u00e7\u00e3o da linguagem. Em \u201cM\u00fasica do Mundo\u201d, Tarso de Melo apresenta uma esp\u00e9cie de genealogia da poesia como linguagem, investiga as rela\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas entre som e sentido e afirma: \u201cpoesia \u00e9 coisa de futuro\u201d. J\u00e1 no romance \u201cTempo Primo\u201d, Chiara Gentile narra a hist\u00f3ria de uma professora de literatura que, em decorr\u00eancia de um acidente, precisa reaprender a ler e a escrever e tem na m\u00fasica a porta de entrada para a redescoberta da linguagem. Nesta conversa, os dois autores nos convidam a aprofundar percep\u00e7\u00f5es sobre a linguagem, mem\u00f3ria e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de TEMPO PRIMO (Chiara Gentile, editacuja) e M\u00fasica no Mundo (Tarso de Melo, F\u00f3sforo)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO (6) \u2013 14h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AFETOS HIST\u00d3RICOS: O TEMPO DAS RELA\u00c7\u00d5ES&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Jeovanna Vieira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Maria Jos\u00e9 Silveira&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Mariana Bastos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: A\u00e7\u00e3o Editora<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 quando h\u00e1 uma rusga ou ruptura com algu\u00e9m muito pr\u00f3ximo \u00e9 que nos atentamos para o fato de que mesmo as rela\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas e profundas se transformam ao longo do tempo. Em \u201cToda caixa-preta \u00e9 laranja&#8221;, de Jeovanna Vieira, o foco est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o filha-pai \u2013 a protagonista \u00e9 uma piloto prestes a se mudar com a fam\u00edlia para o exterior para se tornar a primeira mulher negra a comandar o maior avi\u00e3o de passageiros do mundo; seu pai desaparece repentinamente e ela decide adiar seu sonho, o que a leva a revisitar a sua hist\u00f3ria. J\u00e1 em \u201cImperdo\u00e1vel&#8221;, de Maria Jos\u00e9 Silveira, acompanhamos a trajet\u00f3ria de tr\u00eas insepar\u00e1veis amigos de escola, que, depois de compartilhar ideais, sonhos e descobertas nos anos 1980, tomam rumos distintos na vida. O \u00e1pice do conflito se d\u00e1 em 8 de janeiro de 2023, momento mais agudo da hist\u00f3ria recente do Brasil, que escancara o esgar\u00e7amento social e afetivo provocado pelo extremismo da disputa pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de TODA CAIXA-PRETA \u00c9 LARANJA (Jeovanna Vieira, Companhia das Letras) e IMPERDO\u00c1VEL (Maria Jos\u00e9 Silveira, A\u00e7\u00e3o Editora)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO (6) \u2013 16h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 12<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VIDAS (RE)INVENTADAS: BIOGRAFIA COMO ANT\u00cdDOTO AO APAGAMENTO HIST\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bruno Rodrigues de Lima&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cibele Ten\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Roberto Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: Hedra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como escrever a hist\u00f3ria de pessoas invisibilizadas ou deliberadamente esquecidas pela historiografia oficial? Esse ser\u00e1 o ponto de partida da conversa entre os autores de duas biografias recentes de lideran\u00e7as negras. Em \u201cPai contra m\u00e3e: as origens perdidas de Luiz Gama\u201d, o jurista e historiador Bruno Rodrigues de Lima faz minuciosa pesquisa em fontes in\u00e9ditas para contar a inf\u00e2ncia e os mist\u00e9rios familiares do maior jurista e abolicionista do Brasil. Em \u201cAlmerinda Gama: A sufragista negra\u201d Cibele Ten\u00f3rio usa o faro de jornalista e a veia de pesquisadora para recuperar a a vida e o legado de uma das mais importantes e esquecidas lideran\u00e7as do movimento feminista e antirracista brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DOMINGO (6) \u2013 18h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 13<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELZA SOARES: A VOZ DO FEMINISMO NEGRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>L\u00edgia Moreli<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R\u00f4mulo Fr\u00f3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Adriana Ferreira Silva&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: Edi\u00e7\u00f5es Sesc S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celebrando a artista \u201cdura na queda\u201d, \u201cElza Soares: insurrei\u00e7\u00e3o na garganta\u201d, de L\u00edgia Moreli, aborda a vida e a carreira da ic\u00f4nica cantora. A autora acompanha a transforma\u00e7\u00e3o de Elza em dire\u00e7\u00e3o a um posicionamento est\u00e9tico e pol\u00edtico consolidado no \u00e1lbum \u201cA mulher do fim do mundo\u201d, lan\u00e7ado em 2015, quando a cantora tinha 85 anos! Diretor art\u00edstico do seminal disco de Elza, e de seu trabalho seguinte, \u201cDeus \u00e9 mulher\u201d (2018), o m\u00fasico R\u00f4mulo Fr\u00f3es compartilha um pouco da sua viv\u00eancia e colabora\u00e7\u00e3o com uma das maiores artistas brasileiras. Elza foi um furac\u00e3o criativo que viveu mais de 90 anos em permanente reinven\u00e7\u00e3o, que usou sua inimit\u00e1vel para denunciar o racismo, o machismo, a viol\u00eancia contra a mulher e a desigualdade social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de Elza Soares: Insurrei\u00e7\u00e3o na Garganta (L\u00edgia Morei, Edi\u00e7\u00f5es SESC-SP)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEGUNDA-FEIRA \u2013 07\/09<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEGUNDA (7) \u2013 10h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ISSO N\u00c3O \u00c9 ASSUNTO DE CRIAN\u00c7A?!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fab\u00edola Farias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>nina rizzi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Media\u00e7\u00e3o: Bruno Souza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoio: Veneta<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O inc\u00f4modo em torno dos temas abordados nos livros para crian\u00e7as \u00e9 crescente e revela muitas facetas. Das disputas ideol\u00f3gicas \u00e0 censura, passando por conservadorismos de toda ordem, os tabus, frequentemente, revelam concep\u00e7\u00f5es equivocadas de inf\u00e2ncia. Como dialogar, afinal, com inf\u00e2ncias t\u00e3o diversas e plurais? Cabe tudo na literatura destinada \u00e0s crian\u00e7as? Para responder a estas provoca\u00e7\u00f5es e lan\u00e7ar outras, convidamos a poeta nina rizzi e a professora Fab\u00edola Farias, ambas com ampla experi\u00eancia em cria\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica liter\u00e1ria e forma\u00e7\u00e3o de leitores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lan\u00e7amento de \u201cO mundo que se quer esconder das crian\u00e7as: o inc\u00f4modo na literatura infantil\u201d (Fab\u00edola Farias e Nilma Lacerda, Veneta)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEGUNDA (7) \u2013 11h30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MESA 15<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SABEDORIA ANCESTRAL PARA UM MUNDO HIPERCONECTADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Geni N\u00fa\u00f1ez conversa com J\u00e9ssica Balbino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como os conhecimentos ancestrais ind\u00edgenas e a descoloniza\u00e7\u00e3o dos afetos podem abrir caminhos de cura e emancipa\u00e7\u00e3o em um contexto de rela\u00e7\u00f5es humanas cada vez mais mediadas por telas? Se estruturas sociais, ambientais e afetivas demonstram sinais de esgotamento, a psicologia e os saberes dos povos origin\u00e1rios oferecem novas perspectivas para repensar a vida em comunidade. Tendo as diversas formas de amar como b\u00fassola, Geni N\u00fa\u00f1ez, psic\u00f3loga, ativista Guarani, escritora e pesquisadora p\u00f3s-doutoranda pelo Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP, aponta para outras gram\u00e1ticas do amor, da terra e do bem-viver para al\u00e9m da l\u00f3gica da propriedade e da domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEGUNDA (7) \u2013 15h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Espet\u00e1culo de encerramento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOITE DE BRINQUEDO NO TERREIRO DE YAY\u00c1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Com Coletivo Cl\u00e3 do Jabuti<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espet\u00e1culo conta a hist\u00f3ria da rainha do Congo, a menina Maria, que habita uma terra povoada por encantados, mestres, reis, rainhas, cabinhas e palha\u00e7os. Ela, que reinou em seu reisado por anos, agora precisar\u00e1 entregar a coroa \u00e0 sua irm\u00e3 mais nova e, assim, percebe que talvez chegue ao fim tamb\u00e9m seu tempo de ser crian\u00e7a. Letras e melodias ajudam a narrar as alegrias, dores e desafios da rainha que deixa de ser rainha. Da crian\u00e7a que deixa de ser crian\u00e7a. Em sua jornada, nossa hero\u00edna descobre como guerrear e festejar com a ajuda de seres encantados e desvenda a sabedoria ancestral das encruzilhadas, lugar de encontro e aprendizagem. As Yay\u00e1s, as Av\u00f3s, senhoras do Colo e do Caminho, s\u00e3o guias a abrir atalhos na jornada de crescimento da menina guerreira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses rituais de passagem s\u00e3o cantados e declamados numa atmosfera de grande festa. Festa embalada pelo ritmo pulsante e contagiante do reisado. Todo elenco desempenha o nobre papel de brincador da festa e, dessa forma, se reveza entre os instrumentos de percuss\u00e3o en de corda, dan\u00e7a e canto em suas interpreta\u00e7\u00f5es. No repert\u00f3rio, cantigas autorais e outras que fazem parte do Cancioneiro Popular. Toadas cantadas e ensinadas pelas av\u00f3s e bisav\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festa Liter\u00e1ria da Mantiqueira acontece de 3 a 7 de setembro, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal (SP), com Marcelo D\u2019Salete&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,12],"tags":[],"class_list":["post-1897","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","category-principal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1897"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1899,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1897\/revisions\/1899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/queridabh.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}