Setor de joias aposta em apelo emocional e curadoria para impulsionar vendas no Dia das Mães

Marcas reforçam conceito de herança, lançam coleções temáticas e ampliam ações promocionais para capturar demanda

O setor de joias, bijuterias, folheados e gemas entra na reta final para o Dia das Mães de 2026 com estratégias que combinam apelo emocional, diversificação de canais e reforço de posicionamento de marca. Considerada uma das datas mais relevantes para o varejo, a ocasião mobiliza desde pequenas marcas autorais até fornecedores que operam no atacado, em um movimento que busca capturar tanto o consumo por impulso quanto compras planejadas.

A mineira ArtOuro aposta em uma narrativa centrada no valor simbólico das peças. A campanha “A Primeira Joia da Família” reforça a ideia de permanência e legado, um conceito que tem orientado a atuação da empresa. “Algumas joias são presentes, outras se tornam herança. Mais do que um objeto, a joia marca momentos e atravessa gerações”, afirma Manuela Soares, diretora da marca. Segundo ela, a curadoria privilegia peças de design atemporal e forte valor emocional, estratégia que busca diferenciar o produto em um mercado sensível a preço.

Uma dos itens da ArtOuro é esse brinco de água marinha e ouro branco 18k (foto: divulgação)

Já a Amarjon Biojoias direciona esforços para estímulos promocionais associados à sustentabilidade. A empresa lançou uma ação que contempla consumidores tanto no ambiente físico quanto digital. “Nas compras acima de determinado valor, a cliente ganha um pingente exclusivo feito com a folha do cerrado ‘Minurinha’, banhada a ouro 18 quilates”, diz Isabel Ribeiro, diretora da marca. O brinde, desenvolvido para a data, pretende reforçar a conexão entre natureza e afeto, dois elementos centrais na proposta da empresa.

Na Amarjon, a estratégia é presentear com esse pingente exclusivo (foto: divulgação)

No segmento das bijuterias, a Cláudia Marisguia Bijoux investe no lançamento de coleção temática para impulsionar as vendas. Batizada de “Herança”, a linha foi concebida para dialogar com o simbolismo da data. “A coleção celebra laços que atravessam gerações. São peças que acompanham histórias e se transformam em legado”, afirma Nívia Marisguia, diretora comercial e criativa. Inspiradas na botânica, as criações combinam formas orgânicas, pedras lapidadas e pérolas, com produção artesanal, o que agrega valor percebido e exclusividade.

Herança, da Cláudia Marisguia Bijoux, propõe um novo olhar sobre o presente (foto: divulgação)

No elo B2B, a Unniq Joias adota uma estratégia voltada ao fortalecimento da cadeia comercial. A empresa, que atende lojistas e revendedores, estruturou uma curadoria específica para o período. “Preparamos peças com apelo emocional, elegância e versatilidade para apoiar o varejo na data”, afirma Cristiany Ribeiro de Brito, diretora da companhia. Segundo ela, o foco está em oferecer soluções que ampliem o ticket médio e atendam diferentes perfis de consumidores.

A Unniq criou peças pensadas para apoiar as vendas do varejo joalheiro na data (foto: divulgação)

Contudo, o movimento do setor reflete uma tendência de reposicionamento das joias como bens de significado duradouro, em contraste com produtos de consumo rápido. Ao mesmo tempo, marcas ampliam a presença digital e investem em experiências de compra mais personalizadas, buscando capturar um consumidor que valoriza tanto o simbolismo quanto a conveniência. Com margens pressionadas por custos de matéria-prima e um ambiente competitivo, a aposta em narrativas de valor, curadoria e diferenciação tende a ser determinante para o desempenho na data. O Dia das Mães, nesse contexto, consolida-se como um termômetro da capacidade do setor de alinhar tradição e inovação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *